[abre aspas] Oi! Isso aqui é completamente off-topic.
Perdi o teu e-mail, (o meu computador velho foi vaporizado numa tempestade e eu perdi tudo!), então vai aqui mesmo.
Pois é, sonhei com vc ontem à noite e vou contar logo antes que esqueça.Eu estava andando na Av. Paulista e encontrei o meu pai na altura da Brigadeiro e perguntei como fazia pra chegar à sua casa (a sua, não a dele), e ele explicou que era uma paralela a Paulista, lá no fim, perto do largo Ana Rosa. Rua Plinio Ferraz, número 25, um sobradinho branco, com uma estátua do indiozinho da TV Tupi no jardim. Corta.Eu estava com a Dora, andando nas proximidades do largo Ana Rosa, indo pra sua casa, quando encontramos a Fernanda, que usava aparelho nos dentes, um verdadeiro trambolho, quase não dava pra entender o que ela dizia. Ela explicou que o piano estava com o pedal emperrado e podia cair no pé, pra tomar cuidado quando a gente fosse lá pro sarau. Continuamos andando, e a Dora viu a costureira do meu pai tentando estacionar o carro, mas ela era muito barbeira e acabou dentro de um restaurante! (nesse ponto eu fiz uma nota mental para contar sobre a barbeira pro meu marido).
Acontece que vc não era escritor e sim músico e artista plástico. Além de compor, vc fazia umas esculturas de pendurar na parede, que tocavam música também. Quando chegamos na sua rua, estava lá a placa: Rua Plinio Ferraz. Entramos. Vc estava tocando violão e cantando a sua mais famosa canção. O refrão era o que a escultura de parede tocava, e a gente tinha que acompanhar. Tinha um monte de gente, uma turma de sujeitos barbudos, todos músicos e artistas plásticos.
Acordei.
Não foi um sonho estranho? São Paulo era um lugar calmo, ruas sossegadas, com os tais sobradinhos brancos e uns predinhos baixos, 5 andares no máximo. Tipo anos 50/60…
Fiz uma busca e descobri que não existe rua Plinio Ferraz em Sao Paulo, mas em Portugal existe uma escola estadual com esse nome.
Vim direto pro micro pra te contar, e cadê o teu endereço? Então, escrevi aqui. Os teus fregueses vão achar que eu sou louca! Bom, isso não importa, porque eu sou mesmo louca, mas ficou muuuuito comprido…
Saudade de vc, deve ser isso. E foi muito gostoso passear por uma São Paulo tão civilizada. E encontar com o meu pai (ele morreu em 92).
Beijos pra Fernanda (que aparelho horroroso, não tinha nada a ver…).
Beijão procê!
Regina [fecha aspas]

Resposta: Fernanda manda dizer que o pedal do piano já está consertado e que — não se aflija! — ela já tirou o aparelho. Digo eu que, na falta de Rua Plinio Ferraz em São Paulo, encontrei uma em Bauru que, pelo GoogleMaps, me pareceu muito simpática. Bairro afastado, casas com piscina, muito espaço. Só falta descobrir se há uma casa de número 25 e se está à venda. O fato de não ter dinheiro para comprá-la é de menor importância. Depois de um sonho desses, que diferença faz? Beijo.

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