Eu vivo dizendo que escrevo para mim. Mesmo que alguém não pergunte, digo que pouco importa a opinião alheia, que quem deve ficar satisfeito com o que escrevo sou eu, e outras conversas moles que têm, na verdade, a função de me blindar para a porrada que certamente virá de algum lado, como sempre vem. Digo isso tudo, e nem fico vermelho. Daí, o Milton Ribeiro fala do livro. Hoje, acordo tomando um texto do Polzonoff na orelha (no bom sentido).

Conversa mole isso de “pouco importa”. Quem escreve quer ser lido e entendido, mesmo que escreva “no chuveiro”, como eu e muitos cantores. Quem gosta de falar sozinho é doido.

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