Se você é “das novas” (em oposição aos “das antigas”, como eu), além de estranhar o aparente erro de concordância no título, ainda não deve conhecer os cabras. Quer dizer, conhece mas não sabe que conhece. O Maurício Pereira (o de chapéu esquisito) lançou excelentes discos e tem aparecido em locuções de comerciais, o que não significa que esteja fazendo só isso. Já o André Abujamra (o de chapéu esquisito) fundou o Karnak (assunto que fica pra outro post) e é trilheiro porreta, entre outras coisas.

Dá uma olhada nisso e, se for a primeira vez que os vê/ouve, faça como todo mundo que não os conhece: perca-se no humor, na cenografia paupérrima, na… — como dizer? — …coreografia. Repare que tudo não passa de duas vozes, dois instrumentos e uma bateria eletrônica. Atordoe-se, inebrie-se com o tosco e, enquanto isso, deixe o sub-você (pra não chamar de “alma”, que soaria esotérico) perceber o brilhante por dentro do pedregulho. Das outras vezes que ouvir, pode apostar, você verá tudo: o brilhante e o pedregulho.

Não sentiu? Tudo bem. É uma pena, mas é assim mesmo.

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