Vinte dias fora destes ares. De volta, o que mais estanho é a temperatura. São Paulo, como sempre, recebeu-nos com chuva e congestionamento, pragas bíblicas que, assim como os gafanhotos e o cocô dos gafanhotos, andam sempre juntas. O que mais gosto desta terra — descobri agora — é a temperatura de ar-condicionado sem o barulho do ar-condicionado.

Vinte dias sem computador, sem agenda, sem nada pra fazer (tirando um ou outro compromisso sócio-gastronômico). Resultado: uns quilos a mais, azia crônica e uma vontade louca de trabalhar e comer uns pés de alface. Férias desequilibram a gente.

Seis horas de vídeo pra editar. Isso tudo vai ter que virar, no máximo, duas horas de vídeo pra exibir e, mesmo assim, será inassistível por quem não for “da casa”. Tem coisa mais chata que vídeo de viagem? Tem sim: foto de criança.

Interessante perceber que o mundo funciona igualzinho sem a minha presença, exceto por alguns pequenos detalhes que, por isso, dão a noção da minha existência. Bom para aprender o próprio tamanho, o espaço que se ocupa de verdade.

Os Viralata voltam a funcionar. Primeira ação, envelopar e enviar os livros vendidos durante as férias. Segunda, trocar o banner de férias por outro. Terceira, responder a uma dúzia de múltiplas consultas.

Respondi a muitos comentários deixados aqui durante este período.

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