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Primeiro, morre um lá longe. Dia seguinte, filas enormes nos postos de saúde de todo o país. Todo mundo querendo tomar vacina. O processo de imunização leva dez dias a se completar: neguinho vai ali em Goiânia dar bom dia ao compadre e volta no dia seguinte, mas não tem pobrema. Seguro morreu de velho — e a parte engraçada do ditado é que o tal Seguro morreu do mesmo jeito. Daí, um Seguro bem seguro, djâst in quêise, toma duas doses em menos de vinte e quatro horas. Viciou, sei lá. Tá internado com… febre amarela? Não: hepatite! Amarelo por amarelo, tá tudo em casa, bem amarelinho.

O pior é que esse povo vota! Tem vacina pra isso?

Em Santo Amaro da Purificação
Alguém, um dia, encheu-se dos modos do cachorro — que roía, quebrava e mordia tudo o que lhe passasse pela boca — e resolveu livrar-se dele: enfiou-o no carro, levou-o pra bem longe e lá o deixou.
Três dias depois, o pobre reaparece — roído, quebrado e mordido —, esgravatando a porta com as unhas. O dono deixou-o entrar. Na manhã seguinte, conta o caso à empregada.
— Ele veio a pé? — pergunta a mulher, espantada.

Em Salvador, pelo interfone
— Seu Chico, um de nossos canários fugiu. Se o senhor encontrá-lo aí em baixo, poderia pegá-lo?
— Claro, dona. Mas me diga: ele fugiu com ou sem gaiola?

Num posto médico
— Doutor, eu tenho um sangramento que não pára.
— A senhora já está na menopausa?
— Estou, sim senhor.
— A senhora tem relações com seu marido?
— Tenho, sim senhor.
— A senhora tem orgasmo?
— Tenho não. Acho que meu plano é Unimed.

Vinte dias fora destes ares. De volta, o que mais estanho é a temperatura. São Paulo, como sempre, recebeu-nos com chuva e congestionamento, pragas bíblicas que, assim como os gafanhotos e o cocô dos gafanhotos, andam sempre juntas. O que mais gosto desta terra — descobri agora — é a temperatura de ar-condicionado sem o barulho do ar-condicionado.

Vinte dias sem computador, sem agenda, sem nada pra fazer (tirando um ou outro compromisso sócio-gastronômico). Resultado: uns quilos a mais, azia crônica e uma vontade louca de trabalhar e comer uns pés de alface. Férias desequilibram a gente.

Seis horas de vídeo pra editar. Isso tudo vai ter que virar, no máximo, duas horas de vídeo pra exibir e, mesmo assim, será inassistível por quem não for “da casa”. Tem coisa mais chata que vídeo de viagem? Tem sim: foto de criança.

Interessante perceber que o mundo funciona igualzinho sem a minha presença, exceto por alguns pequenos detalhes que, por isso, dão a noção da minha existência. Bom para aprender o próprio tamanho, o espaço que se ocupa de verdade.

Os Viralata voltam a funcionar. Primeira ação, envelopar e enviar os livros vendidos durante as férias. Segunda, trocar o banner de férias por outro. Terceira, responder a uma dúzia de múltiplas consultas.

Respondi a muitos comentários deixados aqui durante este período.

Mais notícias a qualquer momento.

…só pra dizer que continuo em férias. Vou ali destruir um sarapatel enorme e já volto.