Começo pelo fim. Ontem, lá pela meia-noite, depois que saímos do Genial, fiz a pergunta de sempre:
— Quantos?
— 109.
Impossível conter a emoção.

Quem foi, viu. A quem não foi, quase dá uma vontadezinha mórbida de não contar nada. Mas digamos que a gente possa dividir a história d’Os Viralata em duas fases: antes e depois do lançamento no Genial. Aliás, essa história, começada em 2003 num tenebroso silêncio que durou até dezembro passado — quando pus os Melhores e piores na praça sem lançamento —, e que teve seu primeiro impulso significativo com os lançamentos de Alex Castro e Biajoni no meio do ano, finalmente começa a dar uns passos mais largos.

Números? Vá lá: Meias vermelhas & histórias inteiras (que já havia vendido 12 exemplares pelo site, sem que o livro estivesse pronto) vendeu mais 42 exemplares. Com isso e algumas cortesias, tenho o esfuziante prazer de informar que Meias vermelhas & histórias inteiras se esgotou no lançamento! Dá-lhe, Lábios de Mel! Parabéns! Se alguém quiser um exemplar, pode entrar no site e pedir, mas deixo avisado que só vou ter mais livros lá pra sexta-feira (07.dez). Enquanto isso, Incompletos vendeu 40 exemplares, Satie manda lembranças, 19 exemplares e, na boléia, ainda saíram 8 d’Os Melhores e alguns dos piores textos de Branco Leone. Numa palavra, um terremoto.

Fotos do evento? Nenhuma, ainda. Olivia Maia tirou muitas não tirou nenhuma porque eu “preguicei” na hora de pegar a câmera dela, Chico Neto, outras tantas, Eduardo Schaal, milhões. Espero que eles se lembrem de mandá-las para mim.

Por mais piegas que pareça (e, se parecer, dane-se!), é impossível não agradecer a quem tem participado disso tudo: em primeiro lugar, aos leitores dos livros que temos lançado, porque sem eles não adiantaria nada trabalhar; em seguida, aos autores (especialmente aos primeiros, Alex e Bia) que, com seu investimento, talento e confiança no meu projeto, têm permitido que ele cresça; depois, à minha mulher, que atura a mim e às dezenas de caixas de livros que atulham nossa sala;
por fim, aos meus filhos, Anna e Pedro, que participam dessa empreitada com surpreendente alegria (que dura até que os dois sejam abatidos pelo sono [foto ao lado, by Guga], onde se percebe a firmeza com que Pedro agarra a caixa da grana), mostrando-me por que motivo entrei nessa maluquice: para fazer aquilo que gosto de fazer. A todos, meu sincero agradecimento.

Gostaria muito de listar quem foi ao lançamento: impossível. Mas é preciso destacar uma pessoa: Carolina Mendes, minha mais jovem leitora (talvez não a mais jovem mas, com certeza, a mais linda) que, de trem, atravessou essa megalópole desgraçada para estar lá no lusco-fusco de uma segunda-feira, e que leu meu livro no trem enquanto voltava para casa. A ela, mais que meu agradecimento, mostro-lhe minha admiração.

Depois eu conto mais do lançamento. Agora, tenho que ir à gráfica ver as provas do livro da Olivia. Show must go on, sacumé?

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