Independência é independência, seja na literatura ou em qualquer outro ramo, artístico ou não. No entanto, para ser independente, é bom ter de onde tirar dinheiro, porque essa liberdade toda nunca deu almoço pra ninguém. Mesmo assim, o mundo anda cheio desses doidos, uns mais escondidinhos, outros menos. Muitos já aprenderam a voar, cada um do seu jeito. E quando vejo algum desses decolando — e quando é meu amigo — a satisfação é maior.

Quando falamos de independência em vídeo, a coisa fica ainda mais complicada. Não dá pra fazer vídeo sem equipe. A idéia pode ser boa, pode ser que muitos tenham vontade de participar, mas todo mundo tem contas, e quando “equipe” começa a significar “um monte de gente que precisa de salário”, a coisa aborta no roteiro.

Mas há casos especiais. Amigos especiais, idéias especiais e — puta merda! — equipes especiais: equipes (atrizes e atores, fotógrafo, sonoplasta, assistentes, maquinistas, editores, e uma horda de gente bem disposta) capazes de ajudar a realizar uma boa idéia em troca de um prato de cuscuz (literalmente falando), por acreditar nela. Com isso, Hélio Ishii (também diretor do Psicopatas da Internet), Liana Naomi (Mina), Evelyn Matsuoka (Lisa), Luiz Miyasaka e um bando de Ogawas, Kamogawas e Yamamotos (entre outros brasileiros) estão conseguindo fazer uma série de vídeos sobre os problemas de “adolescer” quando se é japa.  Mais de 60 mil views em poucos meses. Projeto de um, alma de todos. Helinho — o samurai que conseguiu reunir (e manter reunida!) tão boa equipe debaixo de sua espada de cuscuz — merece os parabéns.

Para conhecer o trabalho deles no VideoLog do Uol, clique aqui.
No YouTube, é aqui.
E aqui, a imprensa começando a falar no assunto (tem outro link pro Estadão, mas não estou encontrando).

Só não me pergunte quem é a Mina, quem é a Lisa. Sei lá, ué! Japonês é tudo igual!

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