Comecei a pauleira às 6 da manhã. Precisava passar pra arte-final uma revisão que chegou ontem à noite, o anuário de uma escola. Trampo pra pagar as contas. Puxado. Dez horas, pdf enviado ao cliente, saí debaixo de chuva (puta chuva ridícula!) pro metrô: estação Vila Madalena, encontrar com o pessoal da Fábrica de Quadrinhos pra entrevistar e fotografar um tal Miranda, um cabra que eu desconhecia solenemente, e cujo currículo, cá entre nós, não me animou muito à primeira lida. Engano. Grande figura (grande mesmo!), simpático, inteligente pra caralho (aqui, uma entrevista que eu encontrei no YouTube, mas que não consegue mostrar quem é o cara), a ponto de eu ficar meio chateado de ter que ir embora antes que acabasse a função. Precisava ir prum sebo na Bela Cintra, encontrar-me pessoalmente com um livro que, depois de quatro anos de busca, achei: Caldo Berde, de Furnandes Albaralhão. Sim, eu gosto de encontrar certos livros pessoalmente, principalmente quando eles são raros. Há livros assim, como pessoas.

Bagaço da porra, e você ainda queria que eu escrevesse alguma coisa? Acagá! Hoje, não. “Bou é jantáre i drumire”, como diria Furnandes. Depois eu conto mais.

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