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Teve quem mandou foto de tudo que foi jeito, vestido, meio pelado, no banheiro, tocando fogo, teve quem dormiu, comeu, deu o livro pro gato ou pro cachorro. Mas isto eu ainda não tinha visto. Diretamente da Itália, a famiglia Prada lê “A caça”, de Branco Leone.

Flávio, agora tira o livro dela, antes que ela leia o resto da besteirada.

Com um frio destes, o que ofende mais: mandar uma pessoa tomar banho, ou mandar tomar no cu?

Só hoje, depois de dias pesquisando — com a inestimável ajuda do amigo Gustavo Bastos e do apoio do meu hospedeiro, Leandro Ávila, da Neosite —, conseguimos descobrir um script esquisito (digamos assim, apesar de ser termo pouco técnico) que estava impedindo alguns visitantes de ver o site.

Agora vai! E já que estou no assunto, só tenho mais três destes.

Estou apanhando aqui pra descobrir o que acontece com alguns (quase-)visitantes que não conseguem entrar n’Os Viralata (tente aí e, se não conseguir também, deixe um comentário dizendo isso, por favor). Só agora, depois de três semanas de descabelamentos (e de encher o saco até do bispo), chega uma informação que indica a causa. Um amigo que tem dois computadores em rede (um de uso freqüente, outro nem tanto), consegue entrar no site pela segunda máquina, enquanto a primeira insiste em dizer que a página não está disponível. Importante notar que ele nunca tinha tentado entrar no site usando a segunda máquina. Conclusão: na primeira, é o cache que está atrapalhando tudo.

Se você tem problemas ao entrar no site, provavelmente é porque tentou um primeiro contato durante as 24 horas em que houve a propagação dos novos DNSs (e foi justamente nessas horas que o imbecil aqui mais divulgou a novidade). Durante o período de propagação, seu servidor pode encontrar uma rota válida ou não. Se, na ocasião, ele não conseguiu encontrar a rota, a maravilhosa ferramenta (desenvolvida por alguma besta sem paralelo na história da humanidade) chamada memória cache do navegador não vai deixar você ver o site até que ela se esqueça de que, um dia, você tentou entrar lá. Ou então, até que você consiga limpar o cache (o que nem sempre é eficaz, porque os navegadores — principalmente o Lixernet Explorer — não gostam muito dessas liberdades por parte do dono, e só fingem a limpeza enquanto empurram tudo pra debaixo de um tapete que tem dentro do seu hd).

Conclusão: se ainda não conseguiu, tente limpar o cache. E de novo, e de novo, e de novo. Estou fazendo o que posso.

Pela atenção, obrigado.

29 de julho de 2007, oito horas da manhã. Quatro graus, com sensação térmica de -8.

O pior: esse termômetro fica no meu escritório.

Cadê o aquecimento global? Esqueceram de mim? Afudê!

Maurício Pierro tem um parafuso a menos. A prova disso é que resolveu tocar a idéia de fazer uma pintura por dia durante um ano e, pra piorar as coisas, escolheu um ano que inclui um fevereiro bissexto. Diz a boa-vontade dele que serão 366 acrílicos sobre papel Hoeller até 17 de julho de 2008. Eu sei, você também duvida.
Então vá lá ver os desenhos, use a caixa de comentários (abaixo de cada tela) pra lhe dizer que ele não vai encarar essa parada até o fim, e terá colaborado para aumentar a possibilidade de vermos 366 telas como esta, uma por dia, até o ano que vem. Adorei esse bife. Lembra minhas pesquisas de Literatura de Cordel, sei lá.

Lembro-me de pouca coisa com detalhes. Gente aos montes, todo mundo falando ao mesmo tempo, livros saindo a torto e a direito. Confusão em tudo, exceto na contabilidade. Alex Castro, chantagista profissional, percebendo o poder comercial da pedochantagem, instrui meus filhos para o corpo-a-corpo que deveriam impetrar sobre os que passassem por perto (ou nem tão perto assim) das mesas do lançamento. Quando dei por mim, Anna e Pedro, como moscas na bosta, colavam em todo desavisado que passasse por ali, compra tio, compra tio, mendigos mirins vendendo chicletes num semáforo. Deprimente. Cheguei a ver os dois agarrados às pernas do Inagaki que, por instantes, ficou sem saber o que fazer. Quase comprou os livros de novo, tendo-os.

A confusão tomou corpo, e aproveitei o embalo para vender também alguns dos meus. Doni, um dos best-buyers da noite, pediu que os moleques o autografassem, e não eu. Lá pelo final da bagunça, pude ler o que escreveram. Era algo como “obrigado por ter comprado este livro, assim a gente pode ir para casa comer”. Uma coisa triste.
Queria conseguir listar as pessoas que apareceram por lá. Nem arrisco. Ia faltar metade e, da outra metade, eu não me lembro dos nomes. Mas foi legal. Por mim, tinha um desses por semana.
Na foto (que, na verdade, é uma montagem de quatro fotos), El Castro limpa perdigotos dos óculos com seu característico olhar de “hein?”, ao lado de parte da turba. O Bia, eu não sei onde estava. A esta altura da festa, por baixo de alguma mesa, sei lá.

Se você passou os últimos vinte dias na Lua, ainda não deve saber disso: dia 21 de julho (amanhã), a partir das 19h30, no Canto Madalena (Rua Medeiros de Albuquerque 471, Vila Madalena), os senhores Luiz Biajoni e Alex Castro lançarão (pelas janelas e outros orifícios que se apresentarem disponíveis) os seus mais recentes trabalhos literários: Virgínia Berlim (de Biajoni), Liberal Libertário Libertino e Radical Rebelde Revolucionário (de El Castro), todos editados e distribuídos pelo selo Os Viralata, nobilíssima empreitada deste editor que vos fala.

Faça como eu: apareça. Não precisa comprar livro. A gente toma umas, bate uns papos. Eu mesmo só vou pra conhecer blogueiro.

Eu sempre acho que, quando fico muito tempo sem postar, devo reaparecer com alguma coisa retumbante. Pensei, pensei, e resolvi retumbar pra valer. Dizaí se esta não é uma retumbada de respeito. Ah, fofo, quando eu retumbo, retumbo mesmo!

Madame Bela lê Branco Leone. Ela não mandou nenhum comentário junto com as fotos, mas… precisava? Pra quê mais? (Ah, já posso ouvir a cachorrada: “As fotos? Como assim, as fotos?”. Pois é. As fotos. Mas sou um sujeito discreto. Basta-lhes uma.)
Aproveite e compre você também seu exemplar(*). Vai que você encontra com a moça, já tem assunto.

E respeito aí nos comentários, seus vândalos!

(*) agora também na versão e-book: bom pra levar no laptop pro banheiro, seu onanista.

Amplas dependências, quase 5 Mb de espaço livre para imagens, dois cavalos no cabeçalho, barra lateral com dezenas de links, um cachorro, uma lata de lixo e um mendigo desdentado. Lugar sossegado (cada vez mais sossegado). Por motivo de mudança temporária de ramo. Tratar nos comentários.