1) A leitora Srta. Bia me escreve dizendo “pôxa… ninguém mandou ainda a foto com o livro? tô com vergonha de mandar a minha agora.
Srta. Bia, este seu comentário lembrou-me um caso ocorrido em 1969, longe daqui. Neil Armstrong já havia aberto a portinhola e posto o rabo para fora da nave quando Edwin Aldrin, seu colega, que também já se preparava para tomar o mesmo caminho, percebeu que Armstrong havia empacado.
— O que houve, Neil? — perguntou Aldrin, conforme o relato de Michael Collins, uma espécie de quinto Beatle da missão.
— Não sei… — responde Neil, um pé na nave, outro no ar (por assim dizer, porque todos sabem que não há ar na Lua).
— Anda, homem, avia-te! — insiste Aldrin, deixando claro que o tradutor deste diálogo é mesmo português.
— Não quero…
— Não quer o quê, astronauta de Deus?
— Descer.
— Por quê?
— Tenho vergonha…
— Vergonha?
— Sei lá… está todo mundo olhando… — e estava mesmo, literalmente.
Dizem que foi neste momento que a voz do controlador da missão em Houston (nesta simulação, interpretado por Ed Harris) rosnou:
— Neil! Vai descer, ou vou ter que ir aí pessoalmente chutar seu rabo? — confirmando que “kick the asses around” é o esporte predileto dos americanos.
Foi neste ponto que Neil Armstrong resolveu se mexer, desceu a escada, a fila andou, e depois, todo pimpão, ainda veio com aquela história de “um pequeno passo para o homem, um salto gigantesco para a humanidade, e blá blá blá”.
Srta. Bia, respondo-lhe: “Anda com isso, Srta. Bia!”

2) Já a leitora Crissmyass informa: “Eu mandei, pô!“.
Caso “a sujeita oculta” de sua breve frase seja sua foto acompanhada — ou não — de comentários sobre o livro, a redação informa, em meio a uma crise de desespero, que nada foi recebido, e pede encarecidamente — alguns chegaram a se ajoelhar, um espetáculo ridículo — que o material nos seja devidamente reenviado.

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