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Um cara é alcoólatra. Pode beber onde estiver, na rua, no ônibus, no cinema. Bebe, sai de si, falta ao trabalho, provoca acidentes, espanca a mulher, destrata os filhos, ofende os vizinhos, vai em cana. Mas, se provar que é alcoólatra, arranja uma pensão vitalícia, e pode ficar em casa, bebendo ou não, pro resto da vida. Afinal de contas, ele é doente.
Outro cara fuma. Mas não fuma em lugares públicos e meios de transporte. Tem área “reservada” para ele nos restaurantes (lugares onde se bebe!), para ser mantido longe feito um leproso, e ainda é obrigado a aturar os olhares de reprovação dos chatos que só se divertem aporrinhando quem está quieto. Pode ser preterido num emprego, mesmo tendo melhores qualificações que seu concorrente, só porque o concorrente não fuma. O cigarro não o faz provocar acidentes, espancar a mulher, destratar os filhos, ofender os vizinhos, faltar ao trabalho. E se ele tentar provar que é doente, vão rir da cara dele. Afinal de contas, ele é só um frouxo que não consegue largar o vício, um bundão.
Tentei. Mas ainda não entendi.

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Um amigo, Gustavo Furtado, está em fase de preparação de seu projeto para mestrado. Como parte do trabalho, precisa se reunir com pessoas que topem ajudá-lo na tarefa. O assunto é arte africana. Funciona assim: cada voluntário recebe, por e-mail, alguns painéis com fotos de peças de arte africana. Em cada painel, vê de quais peças gosta mais, de quais gosta menos. Em hora marcada, entra no MSN (eu instalei um só pra isso, mas já desinstalei) e participa de apenas uma “reunião”, junto com outros voluntários, respondendo a algumas perguntas que o Gustavo vai fazer. A reunião dura de uma hora a uma hora e meia. Eu já participei, e garanto que não é preciso entender nada do assunto. Basta que não se seja uma besta.
Se você não for uma besta e quiser ajudar o Gustavo, entre em contato com ele pelo gustavo.pucrio@hotmail.com. Você não paga nada, não recebe nada, e ele não vai tentar lhe empurrar nada. É só uma ajuda pra um trabalho acadêmico que está sendo feito por uma das pessoas de melhor qualidade que eu conheço, um dos poucos por quem eu poria um anúncio classificado aqui no blog.

Inútil

Escrevia mas não lia
E nem por isso
O pau comia

Encontrou o perfil de uma antiga namorada no orkut. Deu tanta risada que teve uma isquemia e morreu. Sabia, de antemão, que aquela mulher ainda o mataria. Mas não sabia que seria assim.

Eu queria ter escrito isto.

Foi assim que senti por ter ficado 36 horas sem acesso à Internet.

Três anos hoje. Consegui algumas coisas: mais de 96 mil page views; uma edição independente de textos selecionados dos blogs; quatorze contos publicados na Quarteirão Paulista; uma peça de teatro encenada; uma coluna de crônicas no jornal Entre Lagos; resenhas de filmes para a Fábrica de Quadrinhos; colaborações, palpites e participações aqui e ali, dúzias; uma entrevista e um conto publicado na revista EntreLivros; um site de divulgação de Literatura Independente; colaborações no Germina Literatura e nas Escritoras Suicidas (aliás, sou uma delas); um curta-metragem realizado sobre um conto, outro em processo. E o mais importante: muitos novos grandes amigos reais (se eu fosse listar todos, ia me esquecer de alguém), outro tanto de virtuais (e todos amigos mesmo).
Foi tudo por causa do blog. É pouco, eu sei, mas é tudo do melhor que há. Só tenho a agradecer. Obrigado.

…é saber se o Barney veio.

Ontem, o Alex Castro do LLL, numa de suas habituais saraivadas de posts, lincou uma das velhas bobagens que tenho arquivadas no outro blog. Minutos depois, lincou também um texto do Doutor Plausível, um ensaio que pretende (e eu acho que consegue) tratar da relação entre a estrutura da língua inglesa, a entrega do Oscar e a invasão do Iraque. Genial e palpitante, ainda mais para mim que tenho interesse especial em dois dos três assuntos (o Oscar, eu quero que meio se foda).
No entanto, até o presente momento (05.mar, 10h35), o MyBlogLog do Alex — serviço que ranqueia os links mais visitados do seu (do nosso, do vosso) blog — dava, como mais visitado, o link pro meu post (uma imagem de conteúdo duvidoso), enquanto que a ligação para o Doutor Plausível (um artigo estupendo, daqueles que a gente fica chateado quando termina) ficava apenas em segundo lugar.
Isso quer dizer alguma coisa. Eu até sei o que é, mas me recuso a entender.