Ele falava de perto. Começava a falar, e chegava perto. E mais perto. A princípio, apenas se inclinava um pouco, mas como, invariavelmente, o outro desse um passo atrás, ele dava um passo à frente a compensar. Num corredor, a conversa começava numa ponta, terminava na outra.
Ela enxergava mal, muito mal. Sem os óculos grossos — muito grossos — era quase cega, só via borrões. Um dia, conheceram-se. Casaram-se em pouco tempo: ela, com o primeiro que conseguiu enxergar; ele, com a primeira que não fugiu.


9 comments
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Julho 12, 2008 às 4:12 pm
Tiago Fidelis Moralles
Só alguns dilemas da vida.
Julho 13, 2008 às 1:14 am
Allan
Feitos um para o outro.
Julho 14, 2008 às 5:25 pm
Chica
um casal pós-feito.
Julho 14, 2008 às 11:48 pm
Sarah K
essa foi ótima, rss (rindo aqui e pensando: pena que os cabeleleiros são todos gays)
:D
Julho 15, 2008 às 12:29 am
Márcio
Que lindo…
Julho 15, 2008 às 12:06 pm
gugala
ahahahahahaa
Julho 18, 2008 às 5:07 am
bardo mudo
Eita que eu tava era sentindo falta do bestiário.
Mas conta a verdade aí, Brancão, essa história foi meio autobiográfica, não foi?
Julho 28, 2008 às 12:11 pm
Fana
ótimo!
Setembro 4, 2008 às 12:04 am
A.
Ah que fofo.