Eu vivo dizendo que escrevo para mim. Mesmo que alguém não pergunte, digo que pouco importa a opinião alheia, que quem deve ficar satisfeito com o que escrevo sou eu, e outras conversas moles que têm, na verdade, a função de me blindar para a porrada que certamente virá de algum lado, como sempre vem. Digo isso tudo, e nem fico vermelho. Daí, o Milton Ribeiro fala do livro. Hoje, acordo tomando um texto do Polzonoff na orelha (no bom sentido).
Conversa mole isso de “pouco importa”. Quem escreve quer ser lido e entendido, mesmo que escreva “no chuveiro”, como eu e muitos cantores. Quem gosta de falar sozinho é doido.



6 comments
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Maio 21, 2008 às 10:56 am
rnt
arrasou. e o texto do polza tbm. ^^
;*
Maio 21, 2008 às 2:59 pm
Oksana
Bem verdade. Até quem é escritora de horas vagas acha a coisa mais triste de todo o Cosmos um post sem nenhum comentário…
Beijo!
Maio 21, 2008 às 3:04 pm
Pedro
Ok, vou ali na clínica psiquiátrica mais próxima solicitar internação imediata e uma cela acolchoada com uma olivetti velha portátil, daquelas que vinham numa maletinha, duas doses de calmante por dia e uma resma de chamex por semana.
Maio 21, 2008 às 3:05 pm
Milton Ribeiro
Tô dizendo…
Maio 21, 2008 às 5:16 pm
valter ferraz
Cara, tá aí um dos motivos do encerramento do blog. Falar sozinho (ou a sensação de) é foda. Vendí pouco mais que cento e oitenta exemplares do livrinho. Não obtive uma resenha sequer. Continuar prá quê, eu pergunto.
Um forte abraço
Maio 24, 2008 às 1:11 am
sarah k
…vou lá ler as resenhas