Vinte dias fora destes ares. De volta, o que mais estanho é a temperatura. São Paulo, como sempre, recebeu-nos com chuva e congestionamento, pragas bíblicas que, assim como os gafanhotos e o cocô dos gafanhotos, andam sempre juntas. O que mais gosto desta terra — descobri agora — é a temperatura de ar-condicionado sem o barulho do ar-condicionado.
Vinte dias sem computador, sem agenda, sem nada pra fazer (tirando um ou outro compromisso sócio-gastronômico). Resultado: uns quilos a mais, azia crônica e uma vontade louca de trabalhar e comer uns pés de alface. Férias desequilibram a gente.
Seis horas de vídeo pra editar. Isso tudo vai ter que virar, no máximo, duas horas de vídeo pra exibir e, mesmo assim, será inassistível por quem não for “da casa”. Tem coisa mais chata que vídeo de viagem? Tem sim: foto de criança.
Interessante perceber que o mundo funciona igualzinho sem a minha presença, exceto por alguns pequenos detalhes que, por isso, dão a noção da minha existência. Bom para aprender o próprio tamanho, o espaço que se ocupa de verdade.
Os Viralata voltam a funcionar. Primeira ação, envelopar e enviar os livros vendidos durante as férias. Segunda, trocar o banner de férias por outro. Terceira, responder a uma dúzia de múltiplas consultas.
Respondi a muitos comentários deixados aqui durante este período.
Mais notícias a qualquer momento.


5 comments
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Janeiro 15, 2008 às 12:14 pm
Biajoni
já chega engraçadinho, vai dizer?
:>)
Eu descubro agora que existe um cd chamado “25 Poesias Lidas por Luiz Biajoni” e eu sou o piadista?
Que Paulo Autran, que nada! Eu quero um, Bia!
Janeiro 15, 2008 às 5:17 pm
valter ferraz
Bem-vindo à vida então, Sr.Brancoleone!
Sentimos tua falta, velho gazeteiro.
Abraço forte
Janeiro 15, 2008 às 6:46 pm
acantha
Pois quando “me voltei” de pacuguaçús (sem gracices, por favor!) voando na frente, tucanos ao lado, esquilos mordendo meus pés, beneditos dando rasantes na minha orelha e insetos, dos mais variados tipos por onde quer que se olhasse, fiz como um papa desses: beijei o solo da salim farah maluf e abençoei o calor, o torpor, a poluição, a chuva e o trânsito!! Graças por faltar um ano para novas torturas… (Nossa.. Voltei falante!)
Janeiro 15, 2008 às 9:45 pm
claudia lyra
Quem sabe esse retorno valha pra se “enfiar do dedo no cury” também? A esperança é a última que morre, né?
Ps – fiquei boquiaberta com essa revelação do CD feita pelo Alex… putz, o Bia leu, e gravou, 25 poesias e eu nem fiquei sabendo!!!!
Janeiro 16, 2008 às 12:57 pm
Daniel Brazil
Trouxe uma jaca pra perfumar a casa?