“Você é o melhor contista dos mais recentes que li. Ganha de longe do lixo que vem sendo publicado. Os personagens têm densidade, vida interior. E outra: você usa de artifícios modernos, mas sem gratuidade. O livro tem alguns defeitos também, segundo vejo. Primeiro, você não deveria vendê-lo como livro de “sacanagem”. É um livro extremamente pós-moderno, porque trata de relações partidas, mas de uma profundidade ultra-realista. Tanto assim que toda vez que lia um “boceta” por lá sentia um certo desconforto.”
de Nicomar Lael, por e-mail.
Faço apenas uma observação ao desavisado leitor: sem discutir o desconforto do analista — que pode ter muitos motivos, e nenhum deles desmereceria a qualidade de sua crítica — não escrevi ‘boceta’ uma única vez em todo o livro. Mas há, sim, algumas ‘bucetas’. Poucas.
Depois de ler o livro mais uma vez, Nicomar ainda escreveu isto (prometendo mais para breve), texto que — tenho certeza — me deixará deveras lisonjeado assim que eu conseguir decifrar algumas palavras.
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5 comentários
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dezembro 12, 2007 às 1:35 pm
valter ferraz
Albano,Ainda não terminei de ler o teu livro. Mas ele já causa estragos. Escreví meu post ontem e coloquei no blog. Tive problemas com o PC (calma, o estrago a que me referí não foi no computador), voltei à noite, relí e deixei no ar. Alguns comentários, minhas respostas. Até aí tudo normal.
Hoje pela manhã enquanto a Aninha atualizava o seu blog (seu dela, claro) eu comecei a ler o teu livro. Lá pelas páginas 56 ou 57, levei um baita susto. Voltei ao PC e pedí prá Aninha colocar no meu post.
Estarrecido ví que eu te plagiava. Passa lá, e veja com seus próprios olhos (já que se faz impossível que vc veja com outros, que não sejam os seus).
Começo a pedir desculpas. Não sou como aquele jornalista que comete plágios e depois sai colocando o blog nos jornais. Foi pura coincidência mesmo, no caso presente, falta de competência minha. Coisas do inconsciente.
Não vou tirar o meu post, pois os comentários estão indo bem. Prefiro que vc o leia e depois me fale.
Abraço forte
dezembro 12, 2007 às 1:56 pm
Marconi Leal
O senhor caiu dezenas de pontos no meu conceito após citar o pulha do dr. Nicomar Lael neste post. Considere nossas relações cortadas.
Marconi, eu não escolho crítico. Traço todos.
Quantos pontos me sobraram? Eu tinha tantos assim?
dezembro 12, 2007 às 3:22 pm
Claudia Lyra
Filárgira, anáfora, epístrofe, rábula (essa eu pensava que sabia o significado, mas o Nicomar me mostrou que sou uma iludida)… tô consultando o dicionário… já vi que pra ler e entender teu livro, Branco, meu vocabulário precisa ser aprimorado…
dezembro 12, 2007 às 4:37 pm
MUTUMUTUM
Cara! Não conheço esse livro… mas conheço críticos chatos; como os que me metiam o pau por causa das minhas tirinhas q publicava no jornal da cidade. Que merda!
dezembro 17, 2007 às 7:57 pm
Franciel
Meu velho,
quando estive aí em São Paulo, Marconi falou sobre você e seu blog e seu livro e sua editora e etc e tal.
Porém, com a agilidade de um zagueiro do Esporte Clube Bahia, só agora venho aqui – e já faço uma ameaça: ficarei freguês.
Agora, quanto à grafia da, digamos assim, via de regra, ele sabe nada. Deve ser mal dos nordestinos. Aurélio, alagoano, também desconhece a grafia correta.
Duvida? ouça este comercial
http://ingresia.wordpress.com/2005/10/25/cada-um-escreve-sobre-e-do-modo-que-gosta/
abraços.