Durante o lançamento dos livros do Bia e do Alex, conheci a Olivia Maia. Chegou devagar, perguntou umas coisas sobre os livros (acho até que não a atendi direito por causa do movimento), e ficou por ali, batendo papo com a moçada. Soube depois, pelo Bia, que ela tinha uma experiência de publicação por editora, e que não andava lá muito satisfeita, por diversos motivos.
Quando escrevi o post anterior, tive vontade mas não me senti autorizado a tocar no caso dela. Não sabia se aquele era assunto privado, e não queria ser eu a botar na rede. Nesse meio tempo, um dia antes de eu tocar no assunto aqui, o Julio Daio Borges do Digestivo Cultural publicou uma entrevista que fez com ela, falando exatamente no mesmo assunto, sob o ponto de vista da Olivia.
O assunto está no ar.




4 comments
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Agosto 4, 2007 às 9:06 pm
Olivia
ah!
valeu a citação. o assunto está demais no ar, e poderia estar mais ainda.
e continuo acompanhando sempre a discussão aqui no seu blog. né.
BL- E eu acompanhando lá no seu, mais ainda agora com a ótima entrevista no DC. Trombone é pra isso mesmo.
Agosto 5, 2007 às 12:16 am
Charô
Fico intrigada com a tal da “respeitabilidade” do papel, por mais que saiba que isso é pura realidade. E ela fala da ergonomia do ato, que ler em papel é mais confortável. Acho que ando passando muito tempo em frente ao micro… Penso também no alcance do papel que chega nos cafundós, vai de correio, sedex. Mas como eles ficam sabendo do livro sem web? Complicado…
BL- Ergonomia do livro de papel e alcance da obra. Pontos bem lembrados. Vou opinar sobre isso qualquer hora. Valeu.
Agosto 5, 2007 às 2:05 pm
valter ferraz
Branco,
igualzim a Olívia, tenho uma birra com o livro na tela do PC. Não consigo ir além das primeiras quinze vinte linhas. Tento inclusive me policiar quando faço um post mais longo. Acho que o leitor não merece ficar lendo chateações. Depois, tem os carinhas meio cegos como eu, a vista cansa, o sujeito larga pela metade. Aí, já era.
O assunto é bom e tem que ser virado mesmo. Quando a Olívia lançou o Desumano eu até dei uma notinha lá no Livros & Afins, um bloguinho só de literatura, prá prestigiar, despertar leitores. Achava que ela estivesse supersatisfeita com o lançamento por uma editora “normal”. Pelo que ví/lí, não está. Então, acho que escolhemos o caminho certo.
Continua tua luta por aqui e eu vou continuar batucando minhas teclas por aqui.
Sucesso, prá tí Olívia,
Abraço forte, Branco!
Agosto 5, 2007 às 8:15 pm
aninha-pontes
Será que uma série de “Pedros”, baixinhos, mas com muita vontade, não vamos conseguir chegar lá ao ponto?
Fico surpresa hoje quando vejo muitos jovens, trocando as horas, mesmo que poucas de leituras, por horas em jogos no computador.
E dizem que isso aguça o raciocínio. Fico imaginando seu no futuro, não teremos nossos netos cópias de robôs emburrecidos por tanta tecnologia.
Acho que nada substitui o prazer de folhear um bom livro, de sorver experiências ali contidas, que nos marcam muitas vezes pela vida toda.
A sua atitude de “Pedro”, baixinho, pequeno, mas com a vivacidade que com toda certeza tem o seu filho, é uma forma de colaboração, e é disso que autores que partem prá produção independente, por ser a escolha mais viável precisam.
Um abraço